22

Mai13

Patrícia

Capa do livro A Filha da Floresta de Juliet MarillierCapa do livro O Filho das Sombras de Juliet MarillierCapa do livro A Filha da Profecia de Juliet Marillier

Já tinha visto várias vezes o livro “O filho das Sombras” àvenda. Mas foi uma referência à Marion Zimmer Bradley que me fez um diacomprá-lo. Depois de ter lido e relido a obra da MZB sentia a falta de algo nasminhas leituras. E confesso que, durante anos, a Juliet Mariller ocupou o lugardeixado vago pela MZB.

A filha da floresta, a Sorcha será sempre um personagem especial.A menina corajosa e os seus irmãos, todos diferentes, unidos sob uma maldição.O espírito de sacrifício, a pureza destas histórias remetem-me sempre para ashistórias de infância em que o bem e o mal era facilmente identificados, em quehavia sempre a “moral da história”. E embora goste de ler livros sobre gentereal, com personagens bem construídas e verosímeis onde as idiossincrasias  do ser humano estejam patentes, estashistórias de encantar serão sempre o meu guilty pleasure. A parte guilty érelativa, porque não tenho nenhum sentimento de culpa ao ler e reler esteslivros.

Tal como a MZB, os livros da Juliet são maioritariamente construídosà volta de personagens femininas fortes, interessantes e com coragem para dar evender. A minha personagem favorita é, sem qualquer dúvida, a Liadan, dosegundo volume da trilogia de Sevenwaters “O filho das sombras” (o meu livrofavorito de todos os da autora).  Oterceiro livro da trilogia, que conta a história da Fainne, filha da Niamh eCiarán foi um dos que tive mais dificuldade em gostar. Foi um caso de “primeiroestranha-se, depois entranha-se”.

Capa do livro O Filho de Thor de Juliet Marillier

Na saga das ilhas Brilhantes temos 2 livros, “O filho dethor” e “Máscara de Raposa”. Se o primeiro me é relativamente indiferente oMáscara de Raposa agarrou-me desde o início. É um livro ligeiramente diferente(se bem que não falta a heroína corajosa) e até um pouco desconfortável.

Capa do livro A Espada de Fortriu de Juliet MarillierCapa do livro O Poço das Sombras (As Crónicas de Bridei, Livro III) de Juliet Marillier

Ainda não descobri se as Crónicas de Bridei terão ou nãocontinuação. Gostaria que tivessem. Ao tentar recordar as histórias dos livrosa primeira coisa que me vem à cabeça é uma história com contornos negros, triste.Sei que não é bem assim, também nestes livros o “viveram felizes para sempre”acontece, mas nem sempre aquilo que esperamos que aconteça acontece. Estatendência que começou no “A máscara da Raposa” continua nesta saga.

 O espelho negroconta-nos a história de Tuala e Bridei. Gostei principalmente da Tuala. E no “Aespada de Fortriu” gostei (como toda a gente) do Faolan J e só descansei quando a suahistória foi finalmente contada no “O poço das sombras”.

Capa do livro O Segredo de Cibele de Juliet MarillierCapa do livro Sangue-do-Coração de Juliet Marillier

Confesso que, para mim, a magia de Marillier acabou aqui.Não é que não tenha achado piada aos livros “Sangue do coração” e à sagaWildwood (esta absolutamente juvenil com o “Danças na floresta” e “O segredo de cibele”) mas nenhum deles correspondeu às expectativas criadas com a trilogiade Sevenwaters e com as Crónicas de Bridei.

A tentativa de regressar a Sevenwaters com o “Herdeiro deSevenwaters” desiludiu-me e preferi nem sequer ler o “A vidente de Sevenwaters”.

Espero ainda ler mais de Juliet Marillier. Coisas novas.Espero que ela (ou a editora, como já tenho lido por aí) não insistam emfórmulas testadas e  não contem,novamente, a mesma história.