Mário Zambujal (1936-2026), uma deliciosa entrevista com o autor de Crónica dos Bons Malandros.
Vou ser honesta, odeio o estilo de Fátima Campos Ferreira, constantemente a interromper as respostas com questões pré formatadas.

A Crónica dos Bons Malandros, de Mário Zambujal é um daqueles livros, que consta da lista “como é possível ainda não ter lido?”.
Antes de mais, acho que não teria lido da mesma forma a A Crónica dos Bons Malandros, sem a leitura prévia de Os Capitães da Areia. Eu tenho uma certa resistência a empatizar com criminosos e como tal, não é muito fácil gostar de uma quadrilha de malandros do Bairro Alto.
Mas A Crónica dos Bons Malandros é tão despretensiosa e divertida que até nos esquecemos que estamos perante criminosos de carreira e que as personagens femininas são completamente básicas e flat.
Os bons malandros são a quadrilha de Renato, o Pacífico, chefe incontestado que não permite o uso de armas. Num formato carregado de humor, seguimos o fantástico plano de assalto à Gulbenkian para furtar um conjunto de jóias de Lalique.
Capítulo a capítulo, Mário Zambujal apresenta-nos cada uma das personagens que compõem esta quadrilha, num verdadeiro livro de aventuras, que é verdadeiramente único.
E se não acreditam em mim, leiam estas opiniões:
Eis um livro ágil. hábil, matreiro, povoado de enleadoras surpresas – uma lufada de despretensão, quer na escrita, quer no recheio. – Fernando Namora
Um texto ágil, cadenciado, com respiração própria, no coração de uma Lisboa clandestina e sonhadora. Literatura, esta aventura de escrever? Bem, só espero que o Mário Zambujal se não veja, mais tarde, na necessidade de repetir o mote do velho Saroyan: Se o que escrevo não é literatura, quem perde é a literatura. – Dinis Machado
