06
Abr26
Maria do Rosário Pedreira
A Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas concede anualmente bolsas de criação literária num concurso que se divide por diversas áreas: ficção, ensaio, poesia, por vezes literatura infanto-juvenil (mas esta categoria, ao que sei, passou a ser independente), por vezes teatro (dramaturgia) e banda desenhada... O valor este ano foi de cerca de 360 mil euros (nada mau) e contemplou 42 autores. Quando estas bolsas, que já tinham existido no início do século XX, foram retomadas há uns anos depois de um longo jejum, colaborei na elaboração do regulamento com Dulce Maria Cardoso, Pedro Mexia, José Maria Vieira Mendes e algumas outras pessoas, parte delas da própria Direcção-Geral. Uma das coisas que não consegui mudar nessa altura foi a obrigatoriedade de os candidatos não terem um emprego; mas soube agora que este ano puderam concorrer pessoas empregadas e fiquei contente de essa situação, finalmente, ter sido ultrapassada, pois não estava a ver pessoas desempregarem-se só para terem acesso à bolsa, que dificilmente cobre um salário. Entre os contemplados deste ano, reconheço alguns nomes (os poetas Frederico Pedreira e Raquel Nobre Guerra, por exemplo, já com vasta obra publicada, e curiosamente a jornalista Inês Bernardo, de cujo romance de estreia falei aqui há dias); mas a lista está publicada e pode ser consultada na ligação abaixo (pena não sabermos com que projectos concorrem os candidatos):