Hoje saio de Lisboa para me deslocar à Figueira da Foz, onde decorre ao fim da tarde o lançamento do novo romance de António Tavares, autor de seis livros, um dos quais ganhou o Prémio LeYa; esse decorria durante o Estado Novo numa aldeia com um grupo de personagens inesquecível. O novo chama-se A Arte Pendular do Baloiço e a história salta alguns anos e já se passa em plena democracia, na época em que uma avioneta levando o primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro cai em Camarate, nunca se tirando a limpo se se tratou de acidente ou atentado. Mas, além da História com H, a história diz respeito a um rapaz que sabe que a namorada morreu na aldeia pouco depois do parto e desconfia de que a criança, que suspeita ser sua filha, foi parar ao colo do mecânico que fez a vistoria da tal avioneta que caiu. Dois enredos bem cruzados de que mais logo falará no Auditório da Biblioteca Municipal da Figueira da Foz a professora Graça Capinha. Vamos ouvi-la?
