Sybil Van Antwerp sempre usou cartas para dar sentido ao mundo e ao seu lugar nele. Aos 70 anos, esta advogada reformada dedica-se a trocar cartas com família, amigos, vizinhos, antigos colegas e até com os seus autores preferidos, como Joan Didion ou Kazuo Ishiguro (de quem até recebe respostas).
À medida que vamos lendo as cartas, ficamos a conhecer as personagens que habitam a sua vida e as suas opiniões sobre o casamento, a maternidade, a amizade, a perda, o luto, o envelhecimento.
A palavra escrita, preto no branco. São as cartas. São os livros. É a lei. É tudo a mesma coisa. Intuo algo do género desde que tenho memória, e comecei a escrever cartas a toda a gente assim que aprendi a construir uma frase com uma caneta (aos nove anos).
Há aqui também dois pequenos mistérios, em que vamos lendo cartas que nunca foram enviadas e cartas de alguém do passado de Sybil que a forçam a examinar um dos períodos mais difíceis da sua vida. Só mais tarde é que ficamos a perceber tudo.
Adorei este livro, achei muito bonita esta vida escrita em cartas. E, claro, deu-me vontade de continuar a escrever, mesmo que não em formato de cartas.
Já leram? O que acharam?
