Há tempos escrevi aqui um post sobre ter vários autores meus entre os candidatos a um prémio da Livraria Bertrand e não poder votar senão num deles, preferindo então não votar em nenhum para não preterir ninguém. Mas agora saiu a lista de finalistas e, dos três, ficou apenas um candidato. Trata-se do romance de estreia de Luísa Sobral, também cantora e escritora de canções, chamado Nem Todas as Árvores Morrem de Pé, que já teve catorze edições desde que saiu, em Fevereiro de 2025, e nunca deixou realmente as montras e as prateleiras mais visíveis das livrarias nem os testemunhos de leitores felizes nas redes sociais. É um livro muito bonito e delicado sobre uma mãe e uma filha na Alemanha durante o período da Guerra Fria e das vidas sempre ameaçadas pelas ditaduras. Tem mais de um registo literário, o que só o enriquece, e goza ainda, em cada novo capítulo, de uma belíssimas ilustrações de espécimes vegetais, de Camila Beirão, até porque uma das protagonistas adora desenhar plantas. Se não o leram, vão muito a tempo, e se quiserem votar nele, melhor. Mas há mais livros bons na final, claro, e o mais importante é que os leiam e não os deixem perdidos e sozinhos nas prateleiras.
Na final
Texto originalmente publicado em Horas Extraordinárias