
Em meados dos anos 1990, o cinema transformou a figura do serial killer em espetáculo. Muito disso tem relação com “O Silêncio dos Inocentes“, que cristalizou um tipo específico de violência: elegante, calculada, sedutora. Hannibal Lecter, vivido por Anthony Hopkins, não era apenas um assassino, era um artista. Um homem que pensava a morte como ritual, que selecionava vítimas com método e transformava o horror em gesto estético.