Título Original: The Archived
Autora: Victoria Schwab
Páginas: 322
Tradução: Daniel Estill
Editora: Bertrand Brasil
Livro recebido em parceria com a editora
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Não tem como negar o quanto a sinopse de A Guardiã de Histórias é instigante, principalmente para nós, fãs de livros. Dá para imaginar prateleiras cheias e cheias de histórias para contar? É o que a gente mais ama, não é? Mas no mundo de Mackenzie Bishop, essas Histórias são diferentes: são pessoas mortas, guardadas num Arquivo e a tarefa da menina é não deixar essas criaturas fugirem. Imaginei que fosse me apaixonar por esse livro logo nas primeiras páginas, mas a verdade é que não foi bem assim...


Antes que comecem a falar qualquer coisa, eu acabei gostando muito do livro, sim, mas não posso deixar de falar dos pontos negativos, né? Mac não é uma adolescente muito comum, convenhamos. Ela é Guardiã desde os 12 anos, uma tarefa que seu avô lhe passou. As Histórias não podem fugir de jeito nenhum do arquivo, e as que tentam, em sua maioria, são super violentas. Digamos que Mac cumpre o seu trabalho muito bem, mas as coisas começam a desandar de verdade quando o seu irmãozinho mais novo, Ben, morre em um acidente de carro. Isso faz com que a família se mude, na esperança de deixar todas as dores para trás. O grande problema é que suas tarefas como Guardiã triplicam assim que ela coloca o pé no Coronado, o lugar onde passa a viver.

O que fazer quando existe um culpado, mas sabemos que jamais vamos encontrá-lo?
Como encerrar um caso do jeito que os policiais fazem?
Como seguir em frente?
Aparentemente, não seguimos;apenas nos afastamos. 

O Coronado, antes de virar o lar de muitas pessoas,  era um hotel. Por ser um lugar antigo, é repleto de lembranças e uma delas, que Mac "leu" em seu quarto, a deixou completamente inquieta. Imaginem só vocês dormirem em um lugar onde aconteceu um assassinato? E o pior é que todos os vestígios do mesmo foram simplesmente apagados. Creio que o ponto alto de A Guardiã de Histórias é esse mistério, que deixa a gente morrendo de vontade de terminar o livro. 

A narrativa, em primeira pessoa, é sob o ponto de vista de Mackenzie, o que faz com que conheçamos todos os pensamentos, os dilemas e as dificuldades da garota. Não vou negar para vocês que muitas das vezes achei a história um tanto cansativa, principalmente se for levar em consideração o tempo que levei para finalizar a leitura: quase 15 dias. Comecei a me envolver de verdade com o livro quando o mistério em volta do assassinato virou o foco. E olha, vou dizer uma coisa... Quando chegavam as partes onde Mac tinha que impedir uma História, morria de vontade de saltar umas páginas viu. 

A Guardiã de Histórias com certeza é um livro com um enredo super original, mas a verdade é que não me surpreendeu tanto, não me marcou de forma alguma. A maior parte da narrativa foi morna em sem muita ação, mas cumpre o seu papel de entreter e ser leve. Sinto que se eu tivesse a mesma faixa etária da personagem principal, que tem seus 16 anos, teria aproveitado muito mais.