Bernardette Fox chega a um ponto em que não sabe o que pode ser a dura realidade e aquilo que só existe mesmo na sua cabeça delirante, emulando dias de glória de que não desfrutara. Bernadette é o arquétipo da boa loucura, perdendo-se e tornando a se achar num carrossel de desejos recalcados. Em “Cadê Você, Bernadette?”, Richard Linklater galvaniza uma pletora de elementos de um humor finíssimo, encarnado por uma protagonista fértil de idiossincrasias das quais o público vai se apropriando sem cerimônia.

Bernardette Fox chega a um ponto em que não sabe o que pode ser a dura realidade e aquilo que só existe mesmo na sua cabeça delirante, emulando dias de glória de que não desfrutara. Bernadette é o arquétipo da boa loucura, perdendo-se e tornando a se achar num carrossel de desejos recalcados. Em “Cadê Você, Bernadette?”, Richard Linklater galvaniza uma pletora de elementos de um humor finíssimo, encarnado por uma protagonista fértil de idiossincrasias das quais o público vai se apropriando sem cerimônia.