Por Guilherme Domiciano Eis que o poeta levanta a cabeça. Acaba de fazer sessenta anos; tinha trinta e cinco quando Osama Bin Laden derrubou as Torres Gêmeas em Nova Iorque; cinquenta e três quando o Exército Brasileiro matou o catador de latinhas Luciano Macedo no Rio de Janeiro. Precisa falar com frescor no mundo que amadurece sob um sol difícil. Olha a própria obra, acrescenta, revisa, melhora o imperfeito. Sabe a fogo de ourives, a sabão de lavandeiro. Trabalha, Homo faber, trabalha;...