Boa tarde
A notícia recente da gratuitidade dos transportes públicos para todos os residentes na cidade do Porto criou uma situação totalmente nova em Portugal. Nunca antes se verificou a possibilidade de viajar gratuitamente nos transportes públicos em Portugal, para toda uma população.
Com esta nova realidade será possível verificar se o preço tinha um peso decisivo na escolha dos utentes. Igualmente, será possível verificar até que ponto a debilidade de alguma linha de transportes poderá determinar a sua não utilização por parte de parte dos residentes na cidade do Porto.
É também interessante referir que quem vive fora da cidade do Porto, mas vai trabalhar ao Porto todos os dias, continua sem acesso a este benefício. Assim, fica na nossa imaginação como seria se tal não fosse o caso: seria eliminado todo o trânsito criado por essas pessoas? Seria eliminada uma parte significativa do trânsito vindo de fora da cidade? No fundo fica uma interrogação: como seria a rede de transportes públicos que eliminaria quase todo esse trânsito?
Acresce que poderemos também pensar que outras cidades vão estar “a olhar” para o resultado desta iniciativa para decidir o que fazer no futuro. Por exemplo, Coimbra tem investido numa rede de metro de superfície e também poderá beneficiar se parte do seu trânsito for eliminado. Na realidade, Lisboa, Braga, e outras cidades, todas podem conceber esta solução, não apenas por motivos de qualidade do ar, mas igualmente tentar manter residentes com qualidade de vida.
Sem dúvida, a existência de transportes gratuitos na cidade do Porto é uma medida muito positiva e amiga do ambiente, que desperta a curiosidade para conhecer os seus impactos futuros.
Entretanto, a 21 de Agosto, inicia-se a Feira do Livro do Porto 2026:
https://www.feiradolivro.porto.pt/
De seguida, a história de uma árvore continua…
História de uma árvore (2) – a primeira folha
Quase dois meses depois surgiu a primeira folha, que se desenrolou ao ritmo que apenas a natureza sabe ter; a partir do jovem caule. Foi um movimento tão lento, tão suave que ninguém foi capaz de o ouvir. Como se se escondesse entre o som do ar.
Ao longe algumas árvores iguais, mas enormes, marcavam o horizonte. E era como se a pequena árvore sonhasse um dia balouçar, a desenhar círculos no céu e abaixo de si pudesse atrair javalis e outros seres que inevitavelmente tentariam comer algumas das suas castanhas, enquanto outras as levariam para longe, criando por lá, quem sabe, novamente, uma nova vida.
Até breve.