Hoje estreia o filme biográfico de Carlos Paião. Fã do artista, não quis perder a estreia.
Confesso que fui com baixas espectativas depois de ver o cartaz (não consigo não ver aqueles olhos esbugalhados) e ouvir o actor principal dizer que só teve um mês para a preparação do filme.

Considerando a persona pública, bem humorada e maior que a vida, escritor de incontáveis e incontornáveis temas da música portuguesa, interpretados por ele ou por outros, esta versão cinematográfica é uma pálida homenagem.
A história centra-se no início da carreira de Carlos Paião, na sua dificuldade em conciliar com o final dos seus estudos de medicina e o seu casamento.
Rafael Ferreira, que interpreta Carlos Paião, tem uma interpretação apagada, também não compreendo a opção por interpretações das músicas em vez de usarem as gravações de Paião e até Albano Jerónimo que adoro ver, aparece reduzido a uma interpretação caricatural do produtor musical Mário Martins.
Confesso que senti que só Laura Dutra salva o filme. Ela e o nosso amor ao legado de Carlos Paião, que carrega o filme de trecho musical a trecho musical.
Finalmente, a cena do acidente que está uma aberração ridícula.
Este é o filme que Carlos Paião não merecia.