Joyce Carol Oates não deixa de ter razão…
“Em vez de discordar das interpretações de Homero de forma colegial, esta pessoa, que beneficiou enormemente do filme de Nolan, fala na linguagem crua de apoiantes MAGA que atacam alguém com ideias diferentes das suas”, escreveu Oates na plataforma X. “Esperar-se-ia de uma tradutora, precisamente alguém ligada a um texto, ao serviço de um texto, que fosse um bocadinho mais ponderada e respeitosa em relação a outros que agem de boa fé, tal como (ela afirma) agir.”
Mas depois acaba por fazer uma crítica igualmente demolidora:
“O que li da tradução de Emily Wilson não era para mim (…) deliberadamente escrita para agradar a um público confortável com a frontalidade típica de YA (young adult) e com um vocabulário mais reduzido – ou seja, com a intenção de ser comercial, adotada por turmas do ensino secundário”.
Pessoalmente, acho fascinante que um clássico grego esteja a ter tal estrondoso êxito, especialmente quando há críticas como: não tem cenas de sexo (não estou a gozar… houve mesmo críticas desse nível).
Mais, feliz por ver aqueles que trabalharam o texto, como Frederico Lourenço, a terem as suas obras nos tops de vendas, graças ao filme.
Haja filmes que levem as pessoas aos cinemas. E que sejam todos adaptações de livros.