“Toda sexta-feira eu vou até o porto esperar uma carta”. A rotina do Coronel vivido por Fernando Luján poderia soar absurda se Arturo Ripstein não filmasse aquela insistência com tanta humanidade em “Ninguém Escreve ao Coronel”, drama lançado em 1999 e inspirado na obra de Gabriel García Márquez. Em um povoado pobre, abafado pela repressão política e pela miséria cotidiana, um ex-militar envelhece aguardando uma aposentadoria prometida pelo governo há quase três décadas.

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“Toda sexta-feira eu vou até o porto esperar uma carta”. A rotina do Coronel vivido por Fernando Luján poderia soar absurda se Arturo Ripstein não filmasse aquela insistência com tanta humanidade em “Ninguém Escreve ao Coronel”, drama lançado em 1999 e inspirado na obra de Gabriel García Márquez. Em um povoado pobre, abafado pela repressão política e pela miséria cotidiana, um ex-militar envelhece aguardando uma aposentadoria prometida pelo governo há quase três décadas.