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Podemos começar por dizer que os livros da Tinta da China, em termos estéticos, são a coisa mais amorosa do mundo editorial? Se calhar não podemos, mas olhem, já está.
Cento e dez páginas, três contos e três vozes que nos cativam nas primeiras linhas. Teresa Veiga, como todos os extraordinários escritores, oferece-nos um vocabulário que não sabíamos constar do dicionário.
Dos três contos, o terceiro é o meu favorito, talvez porque meta o vizinho Barreiro e eu sou muito da minha terra. Mas agora que penso nisso, a Rosalia de “A morte de um jardineiro” ficou aqui com um lugar especial no meu coração, afinal de contas não é todos os dias que se toma as rédeas da vida quando se percebe que o marido, ao contrário do que se havia pensado, é afinal um egoísta prepotente que, de uma forma que só as pessoas sedutoras sabem aplicar, sem que esta se apercebesse, se tornara o senhor do seu mundo.
Mas e a pobre Faustina e as suas angustias?
Olhem só lendo, para conhecerem estas três mulheres: Rosalia, Faustina e a Senhora Conservadora do Registo Civil do Barreiro.
