A hora do Conto
literatura infantojuvenil, mediação de leitura, pedagogia do lúdico, contação de histórias, desenvolvimento cognitivo infantil
Os momentos de "Hora do Conto", ou os "cantinhos de Histórias" são relativamente fáceis de construir e precisam apenas de uns almofadões, um fantoche, uma manta de retalhos, e é claro, um livro. E este pode ser o ponto mais difícil. Escolher um bom livro e prepará-lo dá trabalho! É preciso conhecer qual será o público alvo da nossa história, de quanto tempo dispomos e como é que pretendemos que as crianças participem! O que mais desejamos é construir um momento que seja agradável para todos: adultos e crianças. E que fique na memória!O trabalho com contos clássicos torna estes momentos muito atrativos, dinâmicos e próximos da realidade das nossas crianças. Com os contos, estimula-se a imaginação e a criatividade das crianças, completando-se a leitura de uma história com actividades lúdicas e que as levam a envolver-se no enredo. As crianças identificam-se com a história da sua personagem favorita, sentem as suas alegrias e as suas tristezas como se fossem suas, construindo paralelos com a sua própria vida.Os contos são fábricas de imaginação e de novas experiências. Eles possuem cheiros, cores e sabores e ao ouvir histórias a criança entra num mundo cheio de magia, sonho e fantasia. O conto tem a capacidade de criar novas perspectivas de vida e o hábito de leitura é criado por estes pequenos, mas tão importantes momentos! A criança re-inventa os contos, interage, relaciona-se com as outras personagens, com o mundo encantado da história. Quer entrar no barco e navegar como Sinbad, sente medo do lobo da floresta e da sombra das árvores, mas também sente a alegria da Cinderela quando encontra o seu Princípe...Os adereços ajudam nestes momentos a tornar os contos mais reais, mais palpáveis e a despertar o interesse das crianças para a narrativa.Os momentos da Hora do Conto criam uma cumplicidade entre o contador e a criança, além de aumentarem e fortalecerem os laços afetivos e a confiança entre ambos.
Texto originalmente publicado em Elsa Filipe