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| Fotografia da minha autoria |
«A rádio não é timbre, é emoção»
As minhas viagens de carro são sempre feitas de rádio ligado. Por muito que aprecie escutar o silêncio, conforta-me ir em direção ao destino na companhia de música e das conversas que se sucedem nos intervalos das mesmas. Porque há uma sensação de proximidade e descoberta que encurta a distância - a física e, também, a emocional.
Em 1946, a United Nations Radio emitiu, pela primeira vez, um programa para seis países. E, desde 2012, a 13 de fevereiro, celebra-se o Dia Mundial da Radio. Sendo um meio de comunicação por excelência, é louvável a sua capacidade para se reinventar; para acompanhar o progresso e adaptar-se às mudanças e às necessidades dos ouvintes. Nem tudo é perfeito, claro. E sinto que o caminho permanece longo no que diz respeito à aposta na música portuguesa, por exemplo. Mas há passos a serem fomentados nesse sentido. E, assim, equilibrando a informação e o entretenimento, usam as suas vozes para nos falarem ao coração.
Cresci quase fidelizada a uma estação. A antiga Rádio Cidade [agora Cidade FM], pelo projeto em si, esteve presente em grande parte da minha vida. Porém, com o tempo - e a maturidade -, senti vontade de escutar outros registos e percebi que eram os locutores que me conectavam com aquela casa e não tanto o inverso. Por isso, fui alargando horizontes, passando a comprometer-me mais com as pessoas e menos com os grupos de rádio, acompanhando-as nas suas transições de carreira e sem me sentir culpada. Porque faz tudo parte do percurso.
Portanto, nesta data comemorativa, partilho aquelas que são as minhas vozes da rádio. Embora sejam tão distintas, há algo que as une: o profissionalismo, a cadência, a generosidade comunicativa, a sobriedade, o equilíbrio e, naturalmente, o amor às palavras faladas.
📻 Filipa Galrão
[A voz. Ficaria horas a ouvi-la, porque transmite imensa paz].
📻 Gonçalo Câmara
[Sinto que a sua voz transborda serenidade e poesia. Muita poesia].
📻 Vera Fernandes
[É impossível não ficarmos cheios de energia na sua companhia].
📻 Rui Maria Pêgo
[comunicador nato, que me deixa sempre fascinada pela elegância com que guia os programas. Além disso, tem um sarcasmo que aprecio]
📻 Nuno Markl
[inconfundível, criativo e com uma característica
que adoro: não se leva demasiado a sério]
Poderia, ainda, incluir nesta lista: Joana Azevedo, Catarina Palma e Joana Marques. Contudo, sem qualquer desfeita pelos seus trabalhos, os cinco nomes anteriores são um exemplo do que a rádio tem de melhor.
Quem são, para vocês, as vozes da rádio?
