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Dez22

Maria do Rosário Pedreira

Em Outubro fizemos o primeiro lançamento de A Casa Ocupada, pouco depois da sua saída efectiva para o mercado, no festival FOLIO, com a apresentação de Fernando Cabral Martins. Mas, claro, por muito queridos que sejam os nossos amigos e familiares, nem sempre dá para fazermos oitenta quilómetros só para assistirmos à apresentação de um romance durante meia hora. Por isso, decidimos que tínhamos de repetir a proeza em Lisboa, que é a cidade onde a autora, Graça Videira Lopes, vive e foi professora muitos anos, até porque havia o desejo de que o apresentador fosse alguém da área económica, já que a protagonista é economista (até rimou) e o palacete que serve de ponto de partida ao romance também mereceu obras de divisão e reforma que nasceram, claro, de alguém com uma boa visão económica. Portanto, o lançamento seria hoje à tarde, como apresentação de Nicolau Santos, um jornalista que foi por décadas director do Caderno de Economia do Expresso. Mas eis que o futebol muda tudo, e o jogo de Portugal calhou exactamente à hora do lançamento. Como corríamos o risco de não ter assistência, a autora pediu o adiamento da sessão e o apresentador não disse que não. Mas, caramba!, desde quando é que o futebol manda mais que os livros? Bem, a quem pensava ir, não vá. Mas, pelo menos, leia A Casa Ocupada, que vale muito a pena.