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O tema é, por si só (pelo menos para mim), muito interessante: a abstenção e os abstencionistas, as suas raízes, os seus motivos e os seus impactos. Neste retrato da fundação, Nelson Nunes obriga-nos a refletir sobre o tema por via de um conjunto de histórias de abstencionistas. Podemos discordar, rever-nos ou ter dificuldades em perceber alguns dos argumentos, mas dificilmente lhes conseguimos ficar indiferentes. Para apreciar a sua leitura não é necessário estar nem de um lado (abstencionistas), nem do outro (sempre votantes). Basta ter interesse no tema e dissecar as histórias relatadas.
Já fui abstencionista a tempo parcial, colocando-me pretensiosamente do lado dos que o fazem por terem informação para tal e não por serem desinformados. Hoje não sou abstencionista. Sendo uma escolha, não me parece que não comparecer seja a melhor. Acredito que votar é a melhor forma de valorizar a democracia. Mesmo que com um voto branco, ou nulo.
Muito bem escrito e utilizando um ângulo muito interessante, este é mais um Retrato da Fundação Francisco Manuel dos Santos que vale a pena ler (e refletir). E um autor, também.
