05
Abr13
Maria do Rosário Pedreira
Quando olho para os meus sobrinhos mais novos (de 2 e 4 anos) de roda de um telemóvel ou de um tablet, fico estarrecida com a rapidez com que compreendem a lógica do aparelho e o põem a funcionar, como se já tivessem nascido com um chip que os predispusesse para as novas tecnologias. Confesso que não tenho grande talento para as máquinas (fotocopiadoras, então, nem se fala) e o que retiro delas é apenas o que se me afigura mesmo indispensável, não perdendo (ou ganhando) tempo a explorar as suas potencialidades e, regra geral, agindo com uma desconfiança antipática, que me leva a guardar demasiadas cópias de ficheiros no disco de vários computadores e ainda em pens e CD. Nasci quando as máquinas de escrever eram mecânicas e, nos meus sonhos de futuro, o máximo dos máximos era alguém tocar à campainha do prédio e, dentro da nossa casa, termos hipótese de ver quem era (um sonho perfeitamente exequível, como se viu, mas que, à época, parecia uma coisa do Além). Enfim, acho que ainda pertenço à geração dos que não trazem o tal chip, embora não chegue obviamente aos calcanhares do senhor do vídeo cujo link vos deixo, para quem um iPad é… Só vendo.