Fotografia da minha autoria

«Tu fazes as tuas escolhas e as tuas escolhas fazem-te a ti»

Vinte e Nove. E mais uma volta ao sol. Nesta viagem sempre imprevisível, tenho aprendido a escutar a melodia que canta no lado esquerdo do meu peito, ainda que, por instantes, também necessite de uma voz um pouco mais racional. Mas é em todos estes passos em corda bamba que vou saltando sem rede ou estendendo o colo que me ampara. Talvez exista, em mim, uma linguagem feita de saudade, no entanto, continuo a querer abraçar o mundo, neste presente que me foge por entre os dedos, enquanto me impulsiona a voar no seu compasso. E eu sigo, mesmo que não saiba para onde. Apenas porque sei de onde vim.

É já um hábito meu dedicar uma publicação particular ao meu aniversário, porque o blogue é uma das gavetas bonitas da minha essência. Portanto, incentivei-vos a partilharem dilemas para o desafio Preferias, atendendo a que as comemorações tornam-se mais especiais quando feitas em comunidade, neste vínculo que tanto me inspira. Reconheço que não foi fácil optar por algumas das hipóteses, mas diverti-me imenso nesse processo, que me permitiu sair da minha zona de conforto - porém, ainda bem que nos movimentamos num plano hipotético, caso contrário, não aguentaria o vazio de certos cenários.

Na falta de palavras mais ilustrativas da minha gratidão, só posso agradecer por darem a mão aos meus devaneios. Receber todo este carinho enche-me o coração e aconchega a chegada de um novo ano de vida. Embarcamos nesta viagem por um preferias em edição comemorativa?

Havendo a possibilidade de escolher, optaria pela primeira hipótese, porque nada é tão gratificante como podermos fazer o que gostamos, mesmo que isso implique uma completa mudança da rota que idealizamos.

As minhas pessoas são a minha fortaleza, por isso, terão sempre prioridade. Por mais importantes que sejam os meus gostos - e são -, as minhas pessoas têm um colo diferente, que sustenta os meus passos.

Embora não viva sem música, viajar permitir-me-ia estar em contacto com essa arte, mas alargando os horizontes por outras componentes.

Porque é o que me move [e também preserva apontamentos de saudade].

Sinto que esta não necessita de grande explicação, pois não? Priorizarei sempre os nossos e ainda tenho tantos para descobrir!

Tendo em conta que seria apenas durante um mês, deixaria a leitura em pausa, até porque o blogue permite-me estimular três partes essenciais: a escrita, a criatividade e a organização dos meus raciocínios. Além disso, é uma fonte de interação que me entusiasma.

Acredito que as releituras têm imenso potencial, porque, dependendo das fases da nossa vida, ensinam-nos coisas novas. Portanto, nunca deixaria de ser gratificante. Já não ler de todo seria um pesadelo.

Temi que aparecesse esta pergunta e foi duro responder, porque são duas áreas que me inspiram. Ainda assim, optaria pelo segundo cenário, porque necessito de viajar por outras realidades. Além disso, o mundo não precisava de mais um escritor, mas precisa de mais leitores.

Esta foi automática, porque não perderia a oportunidade de conhecer o MEC ou o Afonso Cruz. E como não tenho uma personagem favorita [ou teria dificuldade em definir apenas uma], a escolha foi mais simples.

A resposta segue muito a linha do primeiro preferias, porque, apesar de me ter formado numa área que me fascina, saber que não seria feliz a exerce-la era meio caminho andado para criar outro tipo de inimizades - e traumas -, o que não seria saudável. Portanto, mais valia mudar de rota, se isso fosse mais benéfico para a minha saúde.

Não dá para juntar os dois? Não? Então, vou por exclusão de partes. Como já estive, presencialmente, com o Quaresma uma vez, para ficarem em pé de igualdade, escolheria passar um dia com o Diogo Piçarra - mas um mês com o Quaresma seria mesmo um sonho. Onde assino esta petição?

Não sei se teria estofo para viver um ano fora. Por isso, aliado ao facto de te poder conhecer para lá do virtual, optaria por Londres.

Seria uma honra entrevistar o Miguel Araújo. Contudo, o MEC é uma das personalidades que mais admiro e não perderia esta oportunidade única.

Ouço música diariamente, mas é raro ver filmes. Portanto, nem hesitei.

Embora adore o som e a paz do mar, confesso que não sou a maior fã de praia. Por essa razão, acredito que me mudaria sempre para o campo.

É uma pergunta difícil, pelas suas camadas. Por um lado, se fosse para terminar com o sofrimento de alguém, e a pessoa consentisse, poderia escolher a primeira. Mas, por outro, há tantas pessoas que não merecem ter filhos, por serem tão negligentes, que talvez optasse pelo segundo cenário. Porque parte-me o coração saber do desamparo que algumas crianças vivem na família errada, quando não pediram para nascer.

Recuso-me a escolher! Este foi o primeiro pensamento que tive, quando vi o dilema na caixa de comentários. Porque seria um mundo triste, caso não pudesse ler algum dos meus autores de eleição. Mas, tendo em conta que já li mais MEC que Afonso Cruz, bloqueava a primeira alínea.

Acredito que até com o mediocre podemos aprender, portanto, optaria sempre pela primeira opção. Além disso, não me imagino numa realidade em que não pudesse deambular por todos os nomes que tanto me inspiram.

Sou apaixonada por séries e pouco dada a filmes. A escolha deste dilema fez-se sozinha, até porque deixar de ver séries não resultaria.

São os únicos produtos de maquilhagem que utilizo e adoro ambos, por essa razão, demorei um pouco a decidir. Apesar disso, e embora não seja tão prático com a máscara, preferia nunca mais usar máscara de pestanas, pois sinto que o batom me deixa com muito mais confiança.

Gosto muito de café, mas, numa realidade em que apenas pudesse optar por um, facilmente descartaria esta hipótese. Já o chá é a minha bebida de eleição e acompanha-me ao longo de todo o ano. Tão bom!

Só para reviver momentos especiais e que possam estar menos nítidos na minha memória. E, ainda, para relembrar a voz da minha avó materna.

Na realidade, já acontece, por isso, estou habituada à sensação.

Visto que tenho dois gatos, a resposta foi automática. Sobretudo, porque adorava perceber o que lhes vai na cabeça em certas ocasiões.

Embora não me custe ter uma refeição sozinha, prefiro quando é partilhada. Por isso, e como já fui a concertos sozinha e adorei a experiência, essa seria sempre a minha escolha - quando é o próximo?

Já somos tão invisíveis em certas situações, que não iria por aí. Preferiria sempre a liberdade de voar, porque considero entusiasmante.

Obrigada ♥