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Hilariante de facto a história da "missing woman" e se bem conheço os turistas britânicos, já deveria ter havido muita cervejola entretanto… valentes! Ahahahah! Digno de uma cena dos impagáveis Marx Bro.como foi mui judiciosamente referido, ou mais modernamente do Kusturica, eheheh!

António Luiz Pacheco 04.10.2019
Quanto à ligação à crónica, esta menos risível, é bem observada.
Eu, infelizmente, nestes últimos anos (karma?) lido muito com comunidades de pessoas carentes de tudo o que se possa imaginar e mesmo as mais básicas.
Atinge-me, sensibiliza-me para lá do que na minha vida anterior, no meio do conforto e da abundância, alguma vez podia imaginar quando via estas coisas nos documentários.
Nasci no campo, em tempos duros, se bem que no Bairro Ribatejano não se passasse fome, mas havia miséria. Com o tempo isso foi-se atenuando. Quando comecei a participar mais activamente em programas de desenvolvimento cinegético em Moçambique e depois os 55 anos vim com carácter definitivo para África, tendo percorrido quase todas as províncias de Angola e participando em projectos agrícolas, pecuários, de apicultura, florestais e na pesca, retornei assim ao contacto com a carência extrema dos que nada têm daquilo que nós os desenvolvidos achamos imprescindível, mesmo para aquém dos mínimos!
A saúde então… nem se fala.
Nem sabem o quanto me afecta depois ler ou ouvir coisas como "tornar-se vegan", ser fanático das alterações climáticas ou do ambientalismo extremo, ser animalista, ser contra as vacinas, fazer greve às aulas pelos clima… etc. Tudo coisas próprias de quem vive na abundância e fruto disso. De quem tem assistência médica, segurança social, educação, o frigorífico bem-abastecido e o supermercado à mão, vive em segurança ! Os que têm tudo, querem outras coisas que acham importantes, mas esquecem dos milhões que não têm nada daquelas coisas, muitas das quais nem entendem o conceito.
O pior é que pouco podemos fazer… o que é angustiante. No mínimo ser agradecido pelo que se tem!
Mas, sabendo que morreu uma criança sobrinha da minha empregada, por falta de vacina contra o sarampo, e, ouvindo alguém dizer que não vacina os filhos por ideologia, dá-me vontade de lhe pregar um estalo!Enfim. Votos de um bom fim de semana, votem todos e em consciência, é o que estimo.
Saudações eleitorais cá da Cidade Morena!
Crónica e humor
Texto originalmente publicado em Horas Extraordinárias