MAGNO SONETO
Minha primeira gaita galega*
Ah! Esses beijos que mandas nos poemas
Mas que não tocam jamais minha face!
São minuetos vazios do engano
São sanguinárias mentiras que contas
Oh! Esses lábios sedentos esperam,
Eles desejam um verso escrever,
Ação de graças, louvores intensos
Êxtases santos a Deus exalar
E se pudéssemos ó compor versos
Juntos casados colados perdidos
Quem sabe unidos faríamos mais!
E nossos lábios selados enfim
Professariam estrofes à noite
Vozes douradas num magno soneto!
Mas que não tocam jamais minha face!
Eles desejam um verso escrever,
Ação de graças, louvores intensos
Êxtases santos a Deus exalar
Juntos casados colados perdidos
Quem sabe unidos faríamos mais!
Professariam estrofes à noite
Vozes douradas num magno soneto!