09.01.18
Bem sei que já vou com atraso em relação à maioria, mas ainda assim deixo aqui as minhas escolhas relativamente a leituras de 2017, separadas em ficção e não ficção.
Ficção

A minha escolho vai para o livro “Estrada Subterrânea” de Colson Whitehead.
Confesso que tinha grandes expetativas em relação ao livro. Sabia que, entre outros, tinha ganho dois dos mais importantes prémios literários nos EUA: o Pulitzer Prize e o National Book Award e que figurava na longlist para o Man Booker Prize, pelo que, tinha de ter alguma coisa de especial. Adicionalmente o ex-presidente Barack Obama elegeu-o como um dos seus livros favoritos.
Como o livro só saiu em português em setembro estive várias vezes para comprar em inglês mas acabei sempre por não o fazer, por receio de dificuldades de interpretação, por isso comprei-o e comecei a ler no próprio dia em que saiu.
Não é preciso avançar muito para perceber que o livro vai ao encontro das expetativas, embora, por culpa da minha imaginação, tenha considerado uma história diferente. Está extremamente bem escrito e é muito cru em relação ao tema de fundo: a escravatura nos EUA e forma como as pessoas, escravos, senhores e pura e simplesmente cidadãos comuns lidavam com o tema, sendo que para os escravos a expressão “lidar com” não é bem a aplicável, por razões óbvias.
O livro relata a história de Cora, uma escrava que foge de uma plantação de algodão e que embarca numa viagem através da mítica “Undergroung Railroad”, que terá servido de fuga a milhares de negros durante o período do esclavagismo nos EUA.
Cora foge e atravessa vários estados americanos à procura da liberdade definitiva.
É um livro que toda a gente devia ler. Obviamente que tem um significado particular para os americanos porque relata um período negro da sua história, mas à parte disso pode ser lido por qualquer pessoa com o mesmo sentimento. É um daqueles livros que fica.
Não ficção

No campo da não-ficção a minha escolha vai para “Astrofísica para Gente com Pressa” de Neil deGrasse Tyson.
Pode pensar-se à partida que é um livro para quem gosta deste tipo de temas: astronomia, astrofísica e sobre temas relacionados com o Cosmos em geral. Eu diria que não, que é um livro para toda a gente interessada, e nisso o título é efetivamente fiel ao seu conteúdo: é uma obra que permite a pessoas com pressa uma aprendizagem rápida e muito clara sobre o tema.
O autor tem o dom de simplificar para o comum mortal um tema que não é de fácil entendimento e fá-lo de uma forma clara e ao mesmo tempo divertida.
Trata-se de um livro que ainda hoje está no top do New York Times (já nem sei há quantas semanas) e que ganhou o Prémio Goodreads Choice Award 2017 - Best Science & Technology.
É uma leitura indispensável para mentes inquietas que procuram respostas sobre o universo e a nossa relação com ele. Tem muitas respostas e também bastantes perguntas.