Se eu pudesse indicar apenas um livro pra vocês lerem esse ano ou assim que puderem, seria esse. Um dos melhores da vida. Em que esse simples post não será suficiente pra enaltecer essa obra (talvez eu grave um vídeo). Me tocou profundamente. Catártico. Assim como os livros foram uma fuga para Anthony no corredor da morte, sua história de vida foi uma fuga pra mim. Eu li em três dias, simplesmente sem vontade de parar. Não existe possibilidade de não ser inundado de sentimentos lendo. Dor, tristeza, revolta, choro, riso, senti tudo. Anthony, vc tem toda a minha admiração. O racismo é abominável para toda pessoa que se julgue ética. Digital ou físico, apenas leiam. Temas cruciais como encarceramento, sistema judiciário e penitenciário, pena de morte, religião, discriminação racial e social, mas também amizade, amor, luta por justiça e esperança. Após o término da leitura, fui atrás dos personagens reais e através de Bryan, o advogado de Anthony, cheguei ao documentário da Netflix, “EUA: A luta pela liberdade”, na 2° foto, que estou assistindo com muita gente que eu gosto no elenco.

Em 1985, Anthony Ray Hinton foi preso sob duas acusações de assassinato no estado do Alabama, sul dos Estados Unidos. Atordoado, confuso e com apenas 29 anos de idade, Hinton sabia que se tratava de um erro de identidade e acreditava que a verdade provaria sua inocência, acabando por libertá-lo rapidamente. Mas sem nenhum dinheiro e sujeito a um sistema de justiça que operava de maneira diferente para um homem negro e pobre do Sul, Hinton foi condenado à cadeira elétrica. À medida que compreendia e aceitava o próprio destino, ele decidiu não apenas sobreviver, mas também encontrar uma maneira de viver no corredor da morte, tornando-se luz na escuridão – para si mesmo e para seus colegas detentos. O sol ainda brilha é um depoimento extraordinário sobre o poder da esperança nos momentos mais sombrios. O livro de Hinton conta sua dramática jornada de trinta anos de encarceramento e mostra que é possível tirar de um homem sua liberdade, mas não sua imaginação, seu humor e sua compaixão.

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Beijos e até mais 📚