A um doce sonetista gótico, Rommel Werneck.

Vós me valeis a pena em minhas asas!

Asas angelicais que escrevo o céu!

Céu de constelações d’estrela ao véu!

Véu astral de solares e áureas graças!

Graças do alado amplexo que me abraças!

Abraças-me e de ti torno-me réu!

Réu! E eis-me emancipado a um fogaréu!

Fogaréu! Santo fogo, santas brasas!

Brasas! Chamas-me as chamas de ambrosia!

Ambrosia! E, em canção, tens-me cantado!

Cantado em doces sonhos, cantar-te-ia...

Cantar-te-ia a ti se eu tivesse voz...

Voz de teu timbre doce e delicado...

Delicado coral somente a nós...

(Bruno Fagundes Valine)