Li no The New Yorker um post de autoria de Joan Acocella, no qual ela discute as lições dos contos de fada, reproduzindo na íntegra o conto “A criança teimosa”. Esse pequeno conto é suficiente para imaginarmos como realmente são as versões originais dos clássicos contos de fadas que julgamos conhecer.

Eis o conto numa tradução livre:

Era uma vez uma criança teimosa que nunca fazia o que sua mãe mandava. O bom Senhor, portanto, não o via com bons olhos, e deixou que ele ficasse doente. Nenhum médico pôde curá-lo, e em pouco tempo ele já estava deitado em seu leito de morte. Após ele ter sido colocado em seu túmulo e coberto com terra, um dos seus bracinhos emergiu repentinamente e desenterrou-se. Eles o empurraram de volta para baixo e cobriram a terra com terra fresca, mas não foi suficiente. O bracinho continuou aparecendo. Assim, a mãe da criança teve que ela mesma ir até a sepultura e bater o braço do menino com um chicote. Depois que ela fez isso o braço se recolheu e então, pela primeira vez, a criança teve paz debaixo da terra.

Abaixo a versão em inglês, conforme retirada do post original:

Once upon a time there was a stubborn child who never did what his mother told him to do. The dear Lord, therefore, did not look kindly upon him, and let him become sick. No doctor could cure him and in a short time he lay on his deathbed. After he was lowered into his grave and covered over with earth, one of his little arms suddenly emerged and reached up into the air. They pushed it back down and covered the earth with fresh earth, but that did not help. The little arm kept popping out. So the child’s mother had to go to the grave herself and smack the little arm with a switch. After she had done that, the arm withdrew, and then, for the first time, the child had peace beneath the earth.