Presentemente dei por mim a ponderar sobre o sistema de classificação de livros que utilizo.
A razão porque uso a escala de 1 a 10, é porque me sinto limitada quando é menos. Por exemplo, no Goodreads às vezes sinto-me injusta ou demasiado benevolente nas estrelas que dou.
Sei que há blogs que usam um sistema de 1 a 7, mas eu sou mais a favor de número redondinhos. :)
Enfim, nem era muito bem sobre isso que queria falar, pois o que realmente senti necessidade de explicar, foi a forma como classifico as obras. Pois o que a mim me parece óbvio, pode não ser tão explicito aos que por aqui passam.
O que eu quero dizer é que, para mim, dar um 7 a um romance paranormal, não é o mesmo que dar um 7 a um livro de ficção histórica ou a um de ficção científica. Ou seja, o método pode estar errado aos olhos de certos leitores, mas para mim faz todo o sentido distinguir os géneros.
Por exemplo, quando pego num romance paranormal espero certas coisas da história e das personagens. Se o/a autor/a conseguir atingir esses mínimos, então leva nota positiva, se me surpreender um pouco, leva uma nota acima da média, mas só se o livro for altamente excepcional dentro do género, é que leva algo acima de um "7".
O mesmo se passa nos outros géneros, mas de forma diferente, pois o que eu espero de um livro de mistério, não é o mesmo que espero de um romance, e dessa forma ao dar a mesma nota a um e outro, não estou a querer dizer que ambos estão no mesmo patamar, apenas que conseguiram ambos alcançar um certo nível dentro do que deles esperava.
Estarei a ser injusta?
Talvez aos olhos de alguns, mas segundo a minha "lógica", não. Afinal, há razões para ler vários géneros, e a principal é porque consigo diferentes coisas de diferentes géneros e acho que embora não possa denegrir um título em detrimento de outro que não lhe chega aos calcanhares, também não posso injustiçar um título que, ainda que não sendo uma obra-prima me conseguiu entreter tanto ou mais que o outro.
Talvez por isto ache quase impossível dar um "10" a qualquer livro. Aliás, até hoje não li um que merecesse a nota máxima. Não me parece que seja por ser exigente demais (que nem sou), mas talvez porque ainda não li a obra certa. Na verdade, sempre que pego num livro, penso: "Será este que me merecerá um 10?". Seja de que género for, ou de que autor for. Claro que para eu dar nota máxima, o livro não só teria de estar sumariamente bem escrito, como teria de me absorver completamente, mas mais que isso, teria de transcender o seu género e todas as expectativas que tinha dele.
É claro que há obras que não podem ser "catalogadas", mas nessas uso o senso comum.
Não sei se concordam comigo ou não, mas esta é a minha forma de ver este assunto e sinto que funciona. Estejam à vontade para discordar.