«Aqui toda a gente sente
Terra não é só lugar onde se nasceu
É também o chão que trazemos na mente
Aqui toda a gente é parente
Mesmo quando se nasceu doutro ventre
Chamamos mãe ao mesmo continente
[...]
Porque eu não sou do bairro
Eu sou da raça que os habita
Quando eu canto fado
Soa a mais do que uma vida
E eu não sei explicar
[...]
Diz na terra onde eu nasci
Que o que eu fiz foi por amor
[...]
(Nas curvas do bairro) Nem todo tuga é luso
(Nas curvas do bairro) Nem todas as quinas são vanglória
(Nas curvas do bairro) Aceno ao corpo negro com quem cruzo
(Nas curvas do bairro) Nossos corpos também são pátria»