"A torre do Inferno", de Richard Martin Stern. Em resumo é a história do drama de um grupo de pessoas influentes convidado a participar na inauguração de um arranha-céus, considerado o edifício mais alto do mundo com 125 andares. O filme, de 1974, com o mesmo nome, baseia-se apenas em parte no livro, sendo que conta também com algumas cenas de um outro livro, “The Glass Inferno”, de Thomas N. Scortia e Frank M. Robinson. No filme, Steve McQueen interpreta o líder dos heróicos bombeiros, Michael O'Hallorhan. O.J. Simpson numa famosa participação, é o segurança Harry Jernigan. Pelo que me foi dado apreciar é alguma a distância que vai do livro ao filme (mais sensacionalista). No livro enredamos por uma trama de relações, de sentimentos, de traições e de amor, enquanto tropeçamos de vez em quando na ação que decorre na malograda torre. O desfecho é trágico, como o título prevê e o filme já havia mostrado.

Quanto ao livro, agradou-me bastante e, pondo de parte, conhecer já parte da história, não deixou de ser um livro bastante interessante e que me prendeu no enredo até ao último capítulo. Mas parece que fica tanto por explicar...

"O filme começou a ganhar forma na primavera de 1973, quando a 20th Century Fox e a Warner Bros. disputaram a compra do livro The Tower, de Richard Martin Stern, que relata um incêndio de grandes proporções num novo e moderno arranha-ceus. Longe de ser uma obra-prima, a história era ideal para ser transposta para o grande ecrã e desencadeou uma “guerra” entre os dois estúdios, ganha pela Warner. Semanas mais tarde a Fox teve conhecimento de uma outra obra cuja história era sobre… um incêndio num arranha-céus e comprou o livro por 400 mil dólares, mais 10 mil do que tinha pago a Warner por The Tower."

"O argumento de Silliphant, que deixou de lado grande parte dos dois livros que serviam de base à história, tinha duas personagens principais masculinas: Doug Roberts, o arquitecto do arranha-céus, e Michael O’Hallorhan, o chefe de bombeiros que coordena a missão de salvamento. Para o papel de chefe de bombeiros, Irwin Allen tinha em mente Ernest Borgnine e para o de arquitecto Steven McQueen, um dos maiores actores da década de 70. McQueen concordou em participar no filme e assinou um contracto que lhe permitiria ganhar cerca de 12 milhões de dólares. Mas só depois de assinar o contrato é que o actor leu o argumento e se apercebeu que tinha aceite interpretar o personagem errado: o verdadeiro herói da história era o chefe de bombeiros. Através do seu agente, McQueen fez saber aos estúdios que se algum actor do seu calibre interpretasse o papel de arquitecto, ele interpretaria o de chefe de bombeiros e esse desafio, nos anos 70, só podia significar um nome: o do seu rival Paul Newman."