Verus Editora – 2014 – Ficção americana – 364 páginas – Nota5♥♥♥♥♥. Começo este post ressaltando o quão bem está leitura me fez. Até postei nas minhas redes sociais: Instagram Adriana Cerri – Vídeo sobre livro Quero afirmar que depois que comecei a pesquisar os blogs escritos e vídeos literários, nunca mais me arrependi de ter comprado e lido um título. Muito mais fácil quando damos um tiro certeiro e escolhemos algo que gostamos. Ressaca literária é algo que não sei o que é há cerca de um ano e espero continuar assim para alcançar minhas metas. Além de a história ser envolvente, fluída e corajosa, fez-me refletir bastante sobre a minha própria vida. Um dos motivos de ser apaixonada por livros é o poder que eles têm de me ensinar e mexer com meus pensamentos e sentimentos. A história em si pode soar clichê, pois acredito que na vida real nenhuma mãe faria algo assim à filha. Mas não me apeguei nisso. Desde o começo me prendi a narrativa de Brett, em primeira pessoa, mostrando seus pontos de vida e o que me cativou foi a história comum, apesar da síntese ousada, mostrando a vida com seus altos e baixos e que existe sofrimento mesmo e alegria mesmo e que nos arrisquemos, pois nunca dá pra saber qual será a resposta que teremos. Já previa o final desde metade do livro e ainda sim, parecendo previsível à vocês, quero deixar claro que isso apenas me animou ainda mais para continuar a leitura para saber se eu estava no caminho certo. Muitos detalhes e personagens se tornam importantes, mas qualquer um deles que eu retrate aqui, traria spoiler. Apenas preciso deixar registrado o quando gostei de Brad, Garret e Sanquita. A capa é linda e bem elucidativa se vocês forem atentos. Uma chick-list de primeira (gênero literário moderno direcionado para as mulheres, comumente conhecido como literatura de mulherzinha), o qual gostaria que todas minhas amigas que andam precisando de inspiração e motivação na vida, leiam. Brett tem trinta e quatro anos, uma vida totalmente estável, trabalha em um cargo de confiança na empresa da mãe, mora com um homem por quem é apaixonada, tem alto padrão de vida e nunca se preocupou com dinheiro, sendo acostumada ao luxo e ao conforto. Porém sua mãe, que estava doente, falece e em seu testamento, estipula metas para que Brett possa receber sua herança aos poucos conforme vá cumprindo as exigências. O interessante e que me causou mais impacto é o fato de que essas metas eram meramente os sonhos de juventude de Brett, que a própria escreveu quando jovem e a mãe guardou durante muitos anos o papel consigo. Acreditando que sua filha estava infeliz e vivendo uma vida vazia, decide impulsionar na marra a filha a conquistar seus antigos desejos. O dilema é que os sonhos atuais de Brett são totalmente opostos e diferentes agora. Inicialmente ela começa a querer realizar as tarefas exclusivamente por causa da herança e a cada meta, ao todo são dez, ela recebe uma carta de sua mãe que é lida na hora pelo advogado. A sensação que a leitura te traz é de libertação, te faz pensar na vida de uma maneira pura e simples e que mudar é possível, basta querer. O livro destrincha detalhadamente as metas e a forma como elas vão progredindo até serem finalizadas ou não. Sinopse: Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente. Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.