«Nunca pedi emprestado

Para não ficar a dever

Já dizia a minha mãe

Pobre de quem se atreveu

De viver para inglês ver

Eu não quero discutir

Com quem não pode aprender

Num país desinformado

Governo desgovernado

E dívidas para abater

[...]

Fiz as malas e parti

Cá não dava para ascender

Investi no meu ensino

Da carteira fiquei fino

E o dinheiro vim cá meter

[...]

Vivemos numa sociedade

Onde o pensador vira aldrabão

Andamos por aqui desorientados

Com nossos tostões contados

E ninguém nos dá a mão

E agora vira a nossa vida

Porque assim tem de ser

Para pagar aquela dívida

Que custa a perceber»