Por Maria Déborah Ribeiro Nascimento
Um sentimento tão belo, mas ao mesmo tempo tão incompreendido. Assim é a amizade… Não há muito que dizer, pois qualquer palavra dita agora seria apenas de revolta! Não, esse não é um poema ou textinho bonito sobre a beleza da amizade ou a definição do que é ser amigo, e todas essas “melosidades” das quais todos nós estamos cansados de ouvir.
É muito fácil falar sobre amizade. Toda essa de “ser amigo é estar sempre perto, é ouvir e blá blá blá”. Porém, o difícil mesmo é sentir; e mais complicado ainda, demonstrar! Não é sempre que você encontra alguém a quem possa verdadeiramente chamar de amigo – sendo essa uma palavra tão banalizada e frequentemente utilizada. Amigo não é apenas aquele que compartilha ideias, ou que te acompanha num enterro, amigo de verdade é aquele que prefere sofrer a te ver chorar; que ouve e se importa com seus problemas. Resumindo: não é somente “estar com”, mas “estar em”. Isso mesmo!
Há pessoas que fazem parte do seu dia, ficam com você e passam muito mais tempo do que o necessário; enquanto que outras, porém, mesmo distantes, mesmo ausentes, você leva dentro do coração: suas palavras, seus gestos, sua “estirpe”, ficam dentro de você. Na verdade, tudo isso começa a fazer parte de você. É isso aí, tudo isso não parece ser tão lindo? Então, eis a dúvida: o que há de errado? Vejamos.
São diferentes os olhos que enxergam um casal, para os que enxergam dois amigos. Hipoteticamente falando, digamos que haja amor verdadeiro tanto entre o casal quanto entre os amigos. A dúvida é: por que é estabelecido de forma tão rígida os padrões de comportamento entre ambos? Tudo bem é mais do que evidente que a intimidade entre o casal é e deve ser bem mais profunda que a dos amigos – já que a amizade, sendo um sentimento tão belo, é muito mais afetivo do que físico. No entanto demonstrações afetivas pertencem a cada um, e se você tanto ama alguém, confia e faz tudo por ela, ou se entre vocês existe um sentimento forte e verdadeiro (que é o mais importante) por que não poder demonstrar? Um olhar ou uma palavra carinhosa, um “cafuné”, segurar a mão – sem malícia, óbvio!
No mundo moderno, a vida se resume a sexo dinheiro e diversão. Não há tempo de cultivar nenhum tipo de sentimento proveitoso. Amizade? Só quando “não há nada melhor para fazer”, amigo é facilmente descartado – na verdade, as pessoas parecem ter se tornados descartáveis. Mas preste atenção nisso querido leitor, se você se deu conta de que não é descartável, não deixe as pessoas te tratarem como tal; e o mais importante: cuide muito bem das pessoas que se importam com você. E se você achar alguém que para você não é descartável, segure com as duas mãos. Não a deixe escapar. Não deixe que a inveja do mundo tire de você o presente que Deus te deu.
Então, eis a lição: busque ser uma pessoa agradável e verdadeiramente amiga. Não é preciso necessariamente confiar em qualquer um, mas é bom ser solícito e ajudar quando preciso. Não seja alguém descartável. E o mais importante: cuide bem dos seus amores! Seus pais, irmãos, familiares, namorado (a) ou esposo (esposa) e seus AMIGOS. Todos eles contribuíram para o que você é hoje. Não foi o mundo que te acolheu, deu amor, te ouviu ou chorou por você. Dê valor a quem lhe agrega valores. Por fim, agradeça a Deus por cada pessoa que passa em seu caminho e não esqueça que, como dizia Willian Shakespeare:
“O que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.”