Renny Harlin dirige “Agente X: A Última Missão” e coloca Aaron Eckhart, Nina Dobrev, Clifton Collins Jr. e Tim Blake Nelson no centro de uma volta forçada ao trabalho sujo. Steve Vail é um ex-agente da CIA que sumiu do mapa e vive como pedreiro, até a agência ser encurralada por uma chantagem que tenta carimbar nela o assassinato de jornalistas estrangeiros e virar outros países contra os EUA. O problema cresce em minutos.
O golpe é simples e venenoso, fazer os crimes parecerem obra da própria CIA e deixar a máquina diplomática rodar contra ela antes de qualquer explicação. Vail é puxado de volta para ajudar a limpar o nome da organização, com Kate designada para acompanhá-lo e vigiar seus passos, como se a agência quisesse um freio humano ao lado de alguém conhecido por ignorar protocolo. Kate não larga o caderno de anotações.
O retorno não vem como convite, e sim como ordem atravessada por política interna, com O’Malley aparecendo no alto escalão que decide quando o ex-agente deve voltar ao campo e com quais limites. Vail entra em atrito com a supervisão de Kate porque ele costuma escolher atalhos, e ela tenta mantê-lo dentro do aceitável, mesmo quando a crise exige pressa e improviso. Ordem não é pedido.
A caçada leva Vail e Kate para a Grécia, e o caso sai do ambiente de gabinete para uma rota de deslocamentos, encontros e confronto sob pressão, com a acusação ainda martelando do lado de fora. Tye, chefe de estação da CIA no país, vira peça local num tabuleiro contaminado por desconfiança, porque cada ligação pode ser armadilha e cada informação pode custar caro. A Grécia vira o mapa do dia.
O alvo tem rosto e passado, já que Victor Radek reaparece ligado à história de Vail e ainda por cima era dado como morto, um nome que volta para puxar o ex-agente pelo colarinho. Radek volta como um nome mal enterrado. O contraste entre o pedreiro do anonimato e o agente obrigado a retomar contatos, mentiras e decisões rápidas fica mais forte quando a missão pede ação em movimento, inclusive em cenas de carro que às vezes parecem plásticas demais para o risco que prometem.
Sem entregar um desfecho, “Agente X: A Última Missão” se organiza como corrida para estancar uma crise criada para incriminar a CIA, com Kate, O’Malley e Tye pressionando Vail por ângulos diferentes. O ofício de pedreiro volta como marca do personagem, colado ao jeito de simplificar o caos com as mãos e com a cabeça, mesmo quando a operação exige escolhas erradas em alta velocidade. No fim, fica pó de tijolo nos dedos.
Filme: Agente X: A Última Missão
Diretor: Renny Harlin
Ano: 2023
Gênero: Ação/Suspense
Avaliação:
8/10
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Amanda Silva
★★★★★★★★★★