«Eu vivo inquieta
Por estar inquieta
Eu tenho uma meta
Mas não chego lá
Eu vivo com pressa
E na minha cabeça
Vive tanta gente
Que nem me diz olá
Eu já me conheço
Mas nem me conheço
E quando tropeço
Já não sinto o chão
Sempre me levanto
Mas no entretanto
Já não vejo espanto
Em mais um arranhão
(...)
Dizem-te tu fala
Mas ninguém se cala
Para ouvir o outro
No meio da multidão
(...)
A vida é mesmo assim
Eu vou gostar de mim
E quando chego ao fim
Faço do fim uma estrada
(...)
Por isso, muita calma
Eu tenho uma alma
Que já era minha
Antes de eu o ser»