10

Fev20

Maria do Rosário Pedreira

Está aí o filme Mulherzinhas e tenho a certeza de que vai ser pretexto para reeditar o romance de Louisa May Alcott, bem como para o reler e dar a ler. Lembro-me ainda muito bem das quatro mulherzinhas (Meg, Jo, Beth e Amy, sobretudo da Jo, claro), e lembro-me também da adaptação cinematográfica de George Cukor (penso que há outra ainda mais antiga mas acho que não vi), com um tipo de representação bastante teatral a acompanhar o dramatismo de certas cenas, em que brilhava uma ainda jovem Katherine Hepburn. Não sei se o novo filme será mais a pensar nos jovens ou pode ainda interessar a uma adulta como eu; mas quero ir vê-lo para descobrir as diferenças e, ao mesmo tempo, para me recordar do que senti quando conheci aquelas personagens; será, enfim, como revisitar o passado e ver até que ponto ainda lá estão as marcas que o livro sulcou. E um dos motivos que a isso me levam é também a história linda que li no blogue de uma poetisa valenciana, Lola Mascarell, que conheci num festival de poesia em Espanha e dá um testemunho maravilhoso da sua experiência. Deixo-vos o link, porque eu não diria melhor.

https://registrodeayeres.blogspot.com/2020/02/mujercitas.html?fbclid=IwAR16aRxp0hx92EXb0mFHnRVfiPgFmCTN6HMKDR9fk_epu2SRFfbO4Vxhb3Y