Por José Reinaldo do Nascimento Filho
Quem acompanha nossos posts sabe que estou lendo Os Miseráveis, de Victor Hugo, e que, devido ao “tamanho da edição”, fiquei impossibilitado de levá-la comigo. No problems. O que fiz, então? Estou lendo em casa o livro supracitado, e leio um outro, esse com um número menor de páginas, em “qualquer lugar”. Nessa brincadeirinha li recentemente Caso Contado à Sombra do Mercado, de Mario Ribeiro da Cruz; e terminei faz dois dias o fascinante Os sofrimentos do jovem Werther, de Johann Wolfgang Goethe.
A estória, que é contada através de cartas enviadas por Werther ao seu amigo Wilheim, narra o dia-a-dia de um jovem citadino que resolve abandonar a sua cidade para morar em um pequeno vilarejo em busca de paz e sossego. As cartas nos mostram toda a sua admiração por aquele ambiente bucólico, que parecia aos seus olhos, perfeito e intocado. Da paixão pelas pessoas simples, às flores e crianças, Werther termina por conhecer a adorável Charlotte: “uma linda jovem, de altura mediana, que trajava um simples vestido branco, com laços de fita cor-de-rosa nos braços e no peito”. Segundo Werther, o momento que ele a viu foi “o mais encantador espetáculo de toda a (…) vida”. Do simples conhecer à convivência foi um salto, desde então sua presença passou a ser constante na residência de dela. Mas para tristeza do jovem, Charlotte estava comprometida ao elegante e inteligente, Albert. A partir dessa descoberta a vida de Werther se resume a pensar nela e em seus “olhos negros”; e suas cartas, que antes expressavam uma forte exaltação positiva ao seu estado de espírito, a partir de então, começam a caracterizar um personagem perturbado e angustiado, que teria à sua frente um futuro previsível.
Todos sabem o final do envolvente e curto livro de Goethe: o suicídio do jovem Werther.
Poderia detalhar a obra, mas prefiro deixar isso para vocês que forem ler o livro. Contudo não posso deixar de elogiar (propaganda de graça) a nova coleção Abril, porque esta me possibilitou a leitura desse precioso e singular livro. Parabéns pela iniciativa (novamente).
