«A chuva acalma
É o ritmo dos pingos
A tocar o chão
O mar enxagua
O peso do cansaço
Preso em cada vão
A onda leva a mágoa
Que guardei do último verão
A água passa
Nascente que desagua
Em qualquer direção
Mas onde brota eu vou para lá
Se a sede bate eu quero já
Tomar um rumo e me perder
Eu vou para a chuva me molhar
E caso alguém me olhar
É melhor ter um porquê
[...]
São como lagos
Que agitam e inundam o meu coração»