A história de Portugal na segunda metade do século XX cruza-se com a dos estaleiros navais, que assumem um papel central na evolução das relações sociais e laborais. A empresa de construção e reparação naval Setenave (actual Lisnave) é um símbolo maior da industrialização portuguesa – do controlo operário na Revolução aos pactos sociais e à reconversão industrial.
Nesta obra, o leitor fica a conhecer as origens da Setenave, em 1971, o projeto que representava, os efeitos da crise mundial verificada dois anos depois ou a sua participação na revolução portuguesa, na qual assume um papel protagonista de empresa em controlo operário até à sua nacionalização, no Verão Quente de 1975.
Setenave – Revolução, Nacionalização, Privatização é uma obra obrigatória e inovadora, que leva até ao leitor a história de uma organização de referência no tecido industrial nacional que será pioneira no estabelecimento dos pactos sociais e da concertação social dos anos 80, disputa que conduzirá a um novo paradigma das relações laborais em Portugal.
JORGE FONTES
Doutor em História (UN Lisboa). Investigador do Instituto de História Contemporânea desta instituição, onde integra o grupo de História Global do Trabalho. Participa no projeto internacional «Shipbuilding and Ship Repair Workers: A Global Labour History», coordenado pelo Instituto de História Social de Amesterdão. É autor de diversas publicações e comunicações, em Portugal e no estrangeiro, nas áreas da História Global do Trabalho, Indústria Naval e Movimento Operário.
Nota de Imprensa da Parsifal.