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Correção:
«... em Paris e em Berlim, cidades de exílio»

AQUILINO - Páginas do exílio (1908-1914) * 1º volume, Jorge Reis, Paris, Nov. de 1987
AQUILINO - Páginas do exílio (1927-1930) * 2º volume, Jorge Reis, Paris, Março de 1988
Cronologia Sumária de 1907 a 1914
1907
-- Entra para um canteiro da Carbonária e é admitido no corpo redactorial da Vanguarda. Colabora igualmente na Voz Pública, do Porto, e em A BEIRA, de Viseu.
-- Tendo aceitado esconder um caixote de bombas no seu quarto de hóspede, na Rua de Carrião, no dia 17 de Novembro, foi preso por bombista devido à explosão dos engenhos infernais, que custou a vida ao Dr. Gonçalves Lopes.
1908
-- Consegue evadir-se do calabouço do Caminho Novo, na madrugada de 12 de Janeiro, e escondido «nas águas-furtadas dum prédio pombalino a 150 metros da Parreirinha pelas escadinhas de S. Francisco», trava conhecimento com Anatole France e publica, na Ilustração Portuguesa de 27 de Abril, uma crónica intitulada «As Feiras».
-- A 31 de Maio toma em Lisboa o comboio ronceiro para o Entroncamento a fim de, no dia seguinte, «com valise e monóculo a armar ao janota» subir para o Sud-Express e seguir para Paris. Chega à Cidade-Luz a 3 de Junho e é acolhido pelo pintor Manuel Jardim, na Rue Pierre Nicole, «no coruto de Montparnasse», a dois passos da Clôserie des Lilas e do Bal Bulier.
1909
-- Vive no ambiente dos artistas plásticos e calcorreia passo a passo ruas e boulevards à descoberta desse novo mundo. Reata a colaboração em A BEIRA e na ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA.
1910
-- Logo após a Proclamação da República em Portugal, dá uma saltada a Lisboa. Estabelece contacto com A CAPITAL com vista a uma futura colaboração e munido com os seus diplomas regressa a Paris com o fito de ainda se matricular na Faculdade de Letras ness ano lectivo de 1910-1911.
-- Instalado agora na Rua Descartes, frequenta a Bibliothèque Sainte-Geneviève, onde à ilharga de um ex-vizinho russo -- Monsieur Oulianov -- escreve uma boa parte de JARDIM DAS TORMENTAS.
1911
-- Conhece uma sua colega alemã, Grete Tiedemann, de quem se enamora.
-- Com Manuel Jardim, Anjos Teixeira, Magalhães Lima e Leal da Câmara imagina publicar uma revista destinada a explicar o movimento republicano português à França e a abrir as janelas de Portugal aos ares civilizados da Europa. O seu título seria O GÉNIO LATINO.
1912
-- Reside uns meses na Alemanha. Casa-se e dedicará aos sogros o seu primeiro livro que não tardará a ser publicado graças ao empenho de Malheiro Dias.
1913
-- Casado de fresco, regressa a Paris, aluga casa na Rue Hallé e mais tarde, na Rue Dareau, para, tranquilamente, prosseguir a sua carreira de jornalista e de «escrevedor de histórias».
1914
-- A 26 de Fevereiro, nasce-lhe o primeiro filho, Aníbal Aquilino Fritz Tiedemann Ribeiro.
-- A 26 de Setembro, regressa a Portugal: É a Guerra!
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Cronologia Sumária de 1927 a 1932
1927
-- Toma parte no golpe militar de 7 de Fevereiro contra a Ditadura. Perseguido, refugia-se na Beira e, seguidamente, em Paris. No fim do ano regressa à Soutosa, em virtude do estado de saúde da esposa que falece pouco depois.
1928
-- Tenta levantar o Regimento de Pinhel... Preso em Contenças, evade-se «na noite de 15 de Agosto do Presídio Militar de Fontelo, Viseu» e, mais uma vez, torna a Paris, nesse mesmo dia 15 de Agosto.
Silêncios e Memórias: [1696.] ANTÓNIO JOSÉ PEREIRA DE OLIVEIRA E A FUGA DA PRISÃO DE AQUILINO RIBEIRO [I] || AGOSTO DE 1928
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1929
-- Membro da Liga de Defesa da República.
-- Percorre os campos de batalha da Flandres.
-- Casa-se em Junho, com a Senhora D. Jerónima Rosa Dantas Machado, filha do ex-Presidente Bernardino Machado, figura de destaque entre os exilados portugueses.
-- Em Julho, o casal deixa Paris para se instalar em Ustaritz, nos arredores de Baionne.
1930
-- Termina e publica O Homem que matou o Diabo.
-- A 6 de Abril nasce-lhe o segundo filho, Aquilino Ribeiro Machado.
-- Colabora na Ilustração.
1931
-- A família parte para a Galiza: primeiro Vigo e, depois, Tui.
-- Publica Batalha sem fim.
1932
-- Publica, já de regresso semiclandestino a Portugal, As três mulheres de Sansão.