Luto nacional em Portugal

Este é um poema da Bia, o qual faz parte do seu livro “Alentejo Doce Canto”, em cuja capa podemos apreciar uma pintura em acrílico do seu esposo. Nessa imagem surge uma paisagem do Alentejo, uma planície, e uma ceifeira, a própria Bia.

Este poema apela à coragem e sem dúvida é adequado para uma homenagem a todas as vítimas dos incêndios. Hoje dia de luto nacional.


Aqui fica o poema “Coragem” por Bia


Coragem de quê

Com tanta promessa

Que coragem essa

E que ninguém vê


Coragem quem tem

Ao mundo para dar

Coragem de amar

Que é minha também


O que ao mundo falta

É coragem e amor

Onde há tanta dor

Que aos olhos nos salta


Coragem de dar

A mão ao amigo

Ouve o que te digo

E vamos falar


Mas tenho pressa muita pressa

Tenho mais que fazer

Ou não terei coragem

Para te atender?


Eu queria ter coragem

Para te amar meu amigo

Para te ouvir

E sorrir contigo


E só sem coragem

No mundo a sofrer

À espera de um dia

Ter coragem de ter


Até breve.

Publicações populares

III - 3a Parte - Tríptico poético em clave de Sol

  À mudança do mundo, tudo dou, sem escolha, que eu, para ele, de tão pouco, nada sou. Às vezes resta-me uma estrela Alpha Centauri, sem nexo, de brilho cristalino, gélido, e eu me deixo ir preplexo. Só que, no Universo, tudo o que é próximo, é também um irradiar distante... Pelo que, para ir além no horizonte, fecham-se os olhos, e a imaginação necessita-se então aos molhos...   Para o novo Sol Centauri, nem a rápida arte de viajar, que permita ver outros prados verdejantes, nem novas estrelas à noite refletidas em novo mar. Temos só a poesia perfumada, nostágica do Antes. Nota: a estrela Alpha Centauri é a estrela mais próxima da terra, encontrando-se a 4 anos luz. A velocidade da luz é cerca de 280 mil quilómetros por segundo.

Tríptico poético em clave de Sol

 I Primeira parte   Um dia irás além. Verás de novo o horizonte como ao presente, após esqueceres o efémero e mudo passado.   II  Segunda parte Alguém disse, e escreveu, que na vida só se é feliz quando se ama alguém. E eu acredito, porque só então as íris se dilatam com a cromaticidade da incadescência musical. E ninguém leva a mal. E quando me levanto pela manhã, já a a eternidade do sol irradia o seu calor de átomos saltitantes. Dantes tudo era ausência, então tudo é demência. Mas, não há esquecimento nem se sente o vento, só o tormento que permite dormir ao relento. E a morte nada pode, porque a vida, passada em revista é uma sucessão de bebidas, aperitivos, queijos e beijos, diante da nossa vista. [para breve a 3a parte] Até breve.

Alguns vencedores do Concurso Literário Natureza 2025

 Boa noite. Aqui alguns dos autores vencedores do Concurso Literário Natureza 2025: PRENÚNCIO, por Francisco Guilherme Por entre a bruma da manhã, por João Araújo O Sussurro da Paineira, por Bruno Reallyme O Lamento da Terra, por Rachel Carvalho Chamado Selvagem, por Ítalo Dourado A peste, por Caio Araujo OS FILHOS DA AURORA, por JV PS Somos Natureza, por Daiane Mendes Des (esperança), por Thaís da Silva Aposta de mãe, por José Vargas Hoje fica o poema: Des (esperança) , por Thaís da Silva Oh, que vazio oco Um silêncio lânguido Prevejo quem seja, é um sentimento acanaveado Que de tempos em tempos sucede, tentando invadir O interior de meu templo, de minh’ alma. Por sorte, me resta uma dose de esperança. Por sorte, há um pouco de arte e cultura pela vizinhança Algo que certamente, germina em meu peito confiança E me faz sobreviver nesta ríspida realidade que deslancha, E me devora paulatinamente dia pós dia. No entanto, eis-me aqui a pelejar, por um destino Interes...