brumas

Por José Eduardo Ribeiro Nascimento

As Brumas de Ávalon conta a história do reinado de Artur, desde seu nascimento até o seu fim, mas, diferentemente de quaisquer outros livros sobre o tema, aqui tudo parte da visão de algumas mulheres: Morgana, Viviane, Igraine, Mourgause e Gwenhwyfar.

No entanto, ao terminarmos a leitura de O Prisioneiro da Árvore (último livro), fica evidente que o personagem principal não é nenhuma das protagonistas, mas a própria história. A tragédia que marca cada um dos personagens e suas ações, e o embate da religião cristã, representada pela rainha Gwenhwyfar, e a religião de Ávalon, representada por Morgana, irmã do rei Artur.

O mais marcante na leitura dos livros é justamente a discussão sobre religiões, principalmente no último volume, onde há o clímax sobre qual religião deveria prevalecer. Há quem dissesse que todas as religiões eram uma, e que elas estavam apenas se adaptando ao novo mundo civilizado, os mais fanáticos gritavam que a religião de Ávalon era orquestrada pelo demônio, outros que o cristianismo era uma fé cega, que não dava liberdade, apenas ditava como cada um deveria viver, outros chegaram mesmo a afirmar que religião é uma invenção humana, e que cada um controla seu destino.

As Brumas de Ávalon é uma boa série de livros, tem uma boa história, bons argumentos, mas que às vezes (só às vezes) se torna maçante, com grandes discursos que tomam quase uma página, o que torna o diálogo inverossímil, e a leitura um pouco monótona.

3 estrelas em 5