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Nos últimos tempos foram várias as notícias que li sobre livrarias que fecharam ou vão fechar. Só esta semana foram duas, uma em Lisboa e outra em Coimbra.

Podia aqui escrever que acho que é triste que tal aconteça e que se devia evitar o seu encerramento mas a verdade é que não tenho moral para o fazer porque regra geral, de há muito tempo a esta parte, apenas compro livros nos grandes espaços e nas feiras do livro, por isso também nada faço para que estes espaços mais pequenos sobrevivam.

Há uns tempo uma pessoa amiga dizia-me que é uma inevitabilidade que estes pequenos espaços desapareçam, como desapareceram quase todos os minimercados e merceeiras de bairros devido ao aumento do número de grandes espaços. Confesso que não sei se será bem a mesma coisa.

As livrarias mais pequenas ou menos industriais tem um certo caráter que faz delas espaços quase mágicos. A livraria Barateiro de que já falei aqui tinha essa caraterísticas, e mesmo sendo um grande espaço, a Bertrand do Chiado tem também muita dessa mística.

Tenho pena que vão fechando estes espaços e acima de tudo tenho pena de, nos últimos anos, também pouco ter feito para contribuir para a sua sobrevivência. E muitas vezes não seriam certamente os 10% de descontos dos grandes espaços que faria a diferença. Enfim, dá que pensar.