Por José Reinaldo do Nascimento Filho

Em um determinado momento do longa o Dr. Frederick Treves procura se desculpar do que havia ocorrido a John Merrick (O homem Elefante), este, por sua vez, responde:

“Por favor, não se culpe. Não se preocupe comigo. Sou feliz cada hora do dia. Minha vida é plena, porque sei que sou amado. Eu me descobri”.

Mas nem sempre na vida de John Merrick ele foi amado…

Do diretor David Lynch, o filme O Homem Elefante conta a história da relação entre doutor e paciente na Inglaterra da Era Vitoriana. Portador de uma doença que desfigurou 90% do seu corpo, Jonh Marrick (interpretado pelo excelente John Hurt) é conhecido como “O Homem Elefante” no circo onde “trabalha”. Criado pelo seu dono – “desde sempre” –, essa pobre criatura é utilizada como meio de vida para sustento dele. Mas a sua história começa a mudar quando o Dr. Frederick Treves (vivido pelo genial Anthony Hopkins) encontra-o e resolve tratá-lo no hospital no qual trabalha. A partir daí os dois começam a construir, no decorrer de “curtíssimas” 2 horas de filme, uma amizade que cativa o espectador. Mais do que isso, o filme, que foi baseado em uma história real, convence e toca nosso coração, graças às lindas e comoventes interpretações dos atores.

Como não gosto de esconder quando choro… chorei.

Um filme para ser assistido com Andrea e Renata.