Pois é, cheguei mesmo a ir. Hurray! Este ano estava mais em modo hunger games do que é costume...Gosto de passear mas também sou uma mulher com uma missão: comprar o mais possível com o orçamento que houver e isso requer atenção para que não haja deslizes. Além disso estava imensa gente...Calculei logo que ia demorar uma eternidade a chegar aos sítios que queria, a menos que pusesse o pé no acelerador. Mas algumas coisas deu para notar: a FL parece cada vez mais pequena e menos diversa em termos de conteúdo. A Leya é um eucalipto: ocupa espaço matando tudo o que está à volta. É impossível fazer-lhe frente, talvez só a Presença que ocupa o resto do espaço...Livreiros são cada vez menos. E porque tem a Chiado um espaço tão grande? Aquilo não é uma editora sequer. Comprei dois livros do Murakami, em que outro sítio é que podia, mas se for para o ano tentarei controlar-me. Ainda por cima o espaço é péssimo...Este cenário é cada vez mais preocupante de ano para ano. Em termos de preços era difícil escolher no meio de tantas opções tentadoras: várias editoras tinham livros a 5 euros e até a menos. Não percebo as pessoas que dizem que a FL não compensa. De resto: tempo agradável, havia por lá montes de escritores embora francamente não tenha visto nenhum e havia actividades para entreter os petizes: quem olhasse para a Feira nesse dia ia duvidar que nós aqui não lemos nem fazemos filhos. Também é essencial referir a comida! Acho que nunca houve tantas opções para comer: cocktails, comida vegetariana, bifanas, leitão, bolas de Berlim a um euro...Mas não provei nada, pois gastei que o tinha planeado para isso em livros. Para variar.

Consegui livros de alguns dos meus autores preferidos: Somerset Maugham, Nabakov e o Truman. Praticamente só na FL é que os encontro...Tive que controlar a minha vontade de dar gritinhos de contentamento! E o Murakami também claro, se bem que não havia o Norwegian Wood que era o que tinha pensado comprar. Já li Yasmina Khadra e François Cheng antes e foi óptimo, por isso estou a contar que sejam boas leituras também. Ervamoira é um romance histórico que me pareceu interessante, é sobre uma quinta no Douro, e o A Oeste Nada de Novo era mais um da wishlist. Mas cometi uma estupidez: vi um livro a 2 euros mas já não tinha que chegasse, tinha que ir pedir aos meus próximos...Então deixei para comprar no dia seguinte e quando cheguei já não o encontrei! Era sobre a primeira guerra e parecia tão bom! É este o resultado de se ser orgulhoso. Não fazia uma estupidez tão grande desde que deixei escapar a Guerra e Paz a dez euros. Outras coisas giras aconteceram (ou foram ditas por terceiros e eu ouvi) mas inegavelmente a minha preferida foi quando apontei para um placar da D.Quixote e disse que a senhora da imagem tinha fundado a editora e tinha sido amante de um ministro famoso...Acho que não acreditaram em mim. É a paga que uma pessoa tem por partilhar conhecimento histórico.