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Um dos políticos mais bem-conceituados de Portugal, Francisco Sá Carneiro, tinha uma auspiciosa carreira pela frente quando perdeu a vida, a 4 de dezembro de 1980, num trágico acidente de aviação.

Tudo aconteceu na quinta-feira da última semana de campanha eleitoral para as eleições presidenciais – as segundas do novo Portugal democrático.

Francisco Sá Carneiro seguia de avião para o Porto para um jantar comício de apoio ao candidato Soares Carneiro (apoiado pelo PPD/PSD, CDS e PPM).

Com o então primeiro-ministro viajavam Snu Abecassis (a sua companheira) e Adelino Amaro da Costa (ministro da Defesa e vice-presidente do CDS) e a sua mulher, Maria Manuela Vaz Pires.

Todos morreram na queda da avioneta, deitando por terra a AD (Aliança Democrática) e dando lugar ao bloco central (PS-PSD).

A morte do então primeiro-ministro abalou Portugal e levou a uma investigação que, volvidos 40 anos, continua a dar que falar.

Um ano após o acidente, a Polícia Judiciária encerrou a investigação, apontando como causa da tragédia um acidente, pois não havia provas em contrário.

Pela mesma tese optou também o Ministério Público que encerrou o caso em 1983.

Mas entre 1982 e 2011 realizaram-se dez comissões parlamentares, das quais oito apontaram, claramente, que a queda da avioneta que matou Sá Carneiro não foi um acidente, mas sim um atentado.

Este é um episódio da história portuguesa recente que tem dado aso a muitas teorias e, consequentemente, muitos livros. Existem os defensores da tese de acidente e os que garantem que tudo aponta para que se tenha tratado de um atentado.

A panóplia de obras publicadas é grande e, abaixo, ficam algumas que se encontram atualmente com desconto.

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