Ir para Macau, regressar de Macau, muito trabalho lá e cá, muito sono para pôr em dia. Retomam -se, agora, as actividades deste Cadeirão, já com as energias repostas. 

Há jornais e livros acumulados a exigirem leitura, mas cada coisa a seu tempo. Um deles lançou-se hoje: Eu Acredito, um livro de David Machado e Alex Gozblau (Alfaguara) que escangalha em grande estilo a noção arrumada e bonitinha da infância e dos livros ditos para crianças. É de ler, portanto, com atenção a palavras e imagens e à relação entre ambas. Na pilha estava também O Que Não Pode Ser Salvo, de Pedro Vieira (Quetzal), digno sucessor do livro que andava por Massamá sem dever nada ao primeiro-ministro. Voltarei a ele em texto próprio, mas fica a anotação do quanto vale a pena lê-lo. De Jaume Cabrè saiu, na Tinta da China, Eu Confesso. Com a leitura acabada de iniciar, ainda não há muito para dizer, a não ser partilhar o entusiasmo que parece ser do mesmo calibre que o experimentado durante As Vozes do Rio Pamano, do mesmo autor. 

      

Enquanto estive do lado de lá do mundo, abriu em Lisboa uma nova livraria, que não é apenas livraria. A Leituria fica ali na Estefânia e ainda tenho de fazer-lhe uma visita para confirmar todas as coisas boas que já me disseram sobre ela.