Por José Eduardo Ribeiro Nascimento
A lista de livros obrigatórios que já foram lidos por Reinaldo e Leonardo e que ainda não li, é imensa. Comecei a reparar esse erro com as indicações de livros que fizemos no final de 2013, como mencionei no meu texto sobre Luz em Agosto (indicado por Reinaldo), e agora estou lendo o primeiro da lista que me foi dada por Leonardo.
A expectativa ao iniciar o livro era grande, por que meus dois irmãos já tinham lido, e haviam recomendado, e por que eu já vinha falando com Ítallo, amigo do trabalho, também apaixonado por livros, e que tinha gostado desse livro ao ponto de citar passagens de memória. Com o livro em alta, iniciei a leitura, que infelizmente, me decepcionou…
Sobre o livro, ele conta a história de Henry, um escritor que, após ter publicado um livro que fez grande sucesso, tenta publicar um novo livro com a temática voltada para o holocausto. Mas fracassa. Com a moral de escritor baixa, e se ocupando de outras atividades, Henry recebe uma correspondência com um trecho de uma peça de teatro, e acaba se envolvendo com os personagens da peça, uma mula e um macaco, habitantes do país “camisa”, e com o autor da peça, um taxidermista. Henry acaba se comprometendo a ajuda-lo na parte descritiva do texto.
A história segue com uma linguagem simples, o que torna a leitura rápida. Mas, findo o livro, a sensação que me deu foi a de ter lido apenas mais um livro. A forma de contar a história, é, sim, original, mas não passa de um bom livro. O que dá a ele um toque mais único são as últimas páginas, intituladas brincadeiras de Gustav. Esses pequenos trechos já fazem valer a leitura do livro. Muito bom.
Conclusão? O livro é bom. Vale à pena, e apesar da temática (holocausto) já ser bem batida, ele traz algumas ideias originais que nos fazem pensar e até nos emociona. Não é mais do mesmo.
3 estrelas em 5.
