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 (marcador da Feira do Livro de 2001 - o mais antigo que consegui encontar)

Há mais de 20 ano que vou à Feira do Livro quase religiosamente. Se bem me recordo nas últimas duas décadas houve apenas um ano em que não fui.

Durante muito tempo o foco foi mais direcionado para os alfarrabistas na procura de pechinchas e livros antigos. Uma parte da minha biblioteca teve origem nesta pesquisa, muitas vezes demorada pelas bancas dos alfarrabistas.

Mais tarde passei para o aproveitamento das promoções das editoras nos livros com mais de 18 meses, coisa que ainda hoje faço.

Nos últimos anos houve algumas alterações que tiraram algum encanto à Feira no que diz respeito às compras: as promoções dos grandes espaços, o OLX, fizeram com que existem menos compras para fazer.

Por outro lado, o espaço ganhou outra dimensão, nomeadamente com a parte gastronómica e de eventos, tornando-o mais familiar e agradável.

Em termos gastronómicos para mim a Feira do Livro é quase desde sempre sinónimo de fartura. Ir à Feira do Livro não faz sentido sem comer uma fartura, ou às vezes duas, uma à entrada e outra à saída.

Ir à Feira do Livro é um evento praticamente obrigatório mesmo que (como aconteceu este ano) sem muitas compras. Para mim é um dos locais onde me dá mais gozo passear, mesmo que num sábado, mesmo que com muita gente e eu não sou grande apreciador de multidões, e é um local onde tenho levado o pequeno todos os anos apesar da sua tenra idade exatamente para lhe incutir o gosto pela coisa.

Este ano a visita foi apenas de um dia, mas foi em família e houve direito a uma compra para cada elemento do agregado e ainda para uma fartura, por isso foi perfeito!