Bom dia leitores,
É, alguns livros me ganham pela capa! Este eu comprei numa loja física da Saraiva e estava em promoção. Imaginei um romance leve. Há, que surpresa.
O livro inicia em 1950, no nascimento de Ellis. Pulamos alguns anos, quando ele entra na adolescência, aos poucos vamos descobrindo a vida dele, sua mãe amorosa, seu pai tirano, sua perda de rumo, sua amizade com Michael, um refúgio em sua vida castrada. Ele queria ser artista, ele queria um grande amor, porém seria talvez impossível naquela época viver seus sonhos. Ele se conforma com uma vida comum, um emprego em uma fábrica. Annie é sua opção de viver da melhor maneira possível. Um amor livre e compreensivo. A narrativa é triste e nostálgica quando ele se vê sozinho, arrastando os dias já com 46 anos de idade.
A segunda parte do #livro temos a visão da vida de Michael, alegre, expansivo, liberto. Assim entendemos claramente que o livro se trata de escolhas, de “e se” que permeia as pessoas. O que poderia ter sido se o mundo não fosse como é.
Um amor gentil, puro e lindo. Que foi interrompido. Importante para entender o horror do preconceito nas relações humanas.
A escrita é suave e fluída. E ao final da #leitura o sentimento é de melancolia.
Outro acerto importante é o HIV sendo retratado. Além das referências literárias, musicais e de obras de artes.
Também dividido entre Oxford, Londres e uma viagem inesquecível, a descrição dos lugares é ótima. Vale a pena!

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Em 1963, Ellis e Michael eram dois garotos de doze anos que se tornaram grandes amigos. Durante muito tempo, sempre foram apenas os dois, andando pelas ruas de Oxford, um ensinando ao outro coisas como nadar, descobrir autores e livros e a esquivar-se dos punhos de seus pais dominadores. Até que um dia algo muito maior que uma grande amizade cresce entre eles. Mas então, avançamos cerca de uma década nesta história e encontramos Ellis, agora casado com Annie, e Michael não está mais por perto. O que leva à pergunta: o que aconteceu nos anos que se seguiram? Esta é quase uma história de amor. Mas seria muito simples defini-la assim.

Beijos e até a próxima 📚.